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Criar vínculos e estabelecer confiança

Educação

Criar vínculos e estabelecer confiança

Criar vínculos e estabelecer confiança

Por Prof. Ms. Adriana da Cunha
Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental II e Ensino Médio
Colégio Evangélico Martin Luther

A maioria de nós lembra, de alguma forma, de professores que marcaram nossa vida escolar. Puxando pela memória, é fácil perceber como uma teia de emoções, sentimentos, sentidos e subjetividade se organizam na relação professor e aluno e que, por muitas vezes, determinam a qualidade do processo de aprendizagem.

Quando falamos em ensino-aprendizagem, devemos considerar este como um processo, pois um não acontece sem o outro e esta é a forma mais concreta do que se denomina “interação social”. Ou seja, não existe este processo sem as interações, sem as trocas, sem o convívio e, sem dúvida, será melhor mediado e vivenciado se a afetividade se fizer presente.

Lev Vigotski (1896-1934), Jean Piaget (1896-1980) e Henri Wallon (1879-1962) formam uma tríade de extrema importância para o pensamento sobre o desenvolvimento da criança, a construção do conhecimento e da inteligência. Cada um deles, dentro de sua abordagem específica, tratou também da importância da afetividade, mostrando que o afeto e cognição estão desde cedo dialeticamente relacionadas no desenvolvimento.

Neste processo, o olhar do professor, através de abordagens afetivas, é fundamental para a formação e o sucesso. Abordagens estas que enxerguem os alunos integralmente em suas dinâmicas de seus aspectos emocionais, motores, sociais e culturais. Quanto mais o educador tiver consciência do que está presente nas dinâmicas estabelecidas na relação direta com os alunos, maior será a chance de utilizar os recursos corretos para auxiliar o aprendizado, o que inclui dar credibilidade às suas opiniões, valorizar sugestões, observar o comportamento, acompanhar seu desenvolvimento tanto intelectual quanto emocional e demonstrar acessibilidade.

A partir desse direcionamento, desta forma de conduzir o trabalho, onde o diálogo é imprescindível, pode-se observar um processo de confiança mútua e, quando se estabelecem relações de confiança na sala de aula, o aluno se sentirá mais à vontade para expressar suas reflexões, dúvidas, descobertas, participações e assim, construir seu processo de aquisição do conhecimento de forma integral.

“Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos.” Papa Francisco

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