No Mês da Mulher, é essencial olhar também para as meninas — crianças e adolescentes que representam não apenas o futuro, mas o presente da nossa sociedade. Muitas vezes, quando se fala em conquistas femininas, lembramos das mulheres adultas que abriram caminhos. No entanto, é nas meninas que esses caminhos precisam se alargar, se fortalecer e se tornar permanentes.
Desde cedo, elas enfrentam expectativas limitadoras: como devem se comportar, o que podem vestir, quais sonhos são “adequados”. O machismo estrutural se manifesta em detalhes do cotidiano — na divisão desigual das tarefas, na desvalorização da fala das meninas, na naturalização da violência e na tentativa de restringir seus espaços. Essas marcas começam cedo e moldam oportunidades.
Garantir às meninas acesso à educação de qualidade, incentivo à ciência, à liderança e à autonomia é mais do que uma pauta social: é uma questão existencial. Quando uma menina entende que pode ser cientista, artista, engenheira, presidenta ou o que desejar, ela amplia não só o próprio horizonte, mas o de toda a sociedade. Investir nelas é investir em um futuro mais justo e inovador.
Romper com o machismo estrutural exige ação coletiva: da família, da escola, das políticas públicas e dos meios de comunicação. É preciso ensinar respeito, igualdade e empatia desde a infância, além de combater estereótipos que limitam sonhos. Proteger meninas da violência e garantir voz ativa são passos fundamentais nessa transformação.
Neste Dia da Mulher, devemos olhar também para as crianças e adolescentes, as meninas que são as mulheres do amanhã. Que possamos construir um presente em que elas não precisem provar seu valor o tempo todo ou andar com medo nas ruas. O futuro começa agora — e ele precisa ser, necessariamente, mais igualitário.