Conectado com

Kauã: fé e superação no esporte!

Capa

Kauã: fé e superação no esporte!

Em setembro, mais especificamente no dia 21, é comemorado o Dia do Adolescente. Nesta edição, vamos contar um pouco da história de um menino muito querido, temente a Deus e que está construindo a sua história no esporte. Leia e seja edificado:

Kauã Miguel Abegg Blasi tem 12 anos, é natural de Marechal Cândido Rondon e filho de Alan Fabiano Abegg Blasi e Kátia Eisen Abegg Blasi.

Quando pequeno, não gostava de jogar futebol. Na sua família, não tem ninguém que joga ou jogou profissionalmente; apenas o tio Maicon joga no amador. Com cinco anos, até começou a treinar futsal no colégio que frequentava, mas não gostava muito de jogar futsal nem futebol, o que fez com que logo parasse, pois não tinha interesse. “Alguns anos depois, no final de 2022, comecei a treinar na Escola Coxa como jogador de linha, mas não me adaptei, então pedi para o professor Marcelo (in memoriam) para ser goleiro, e ele deixou e a partir de então, me tornei goleiro. Quando contei pra minha mãe que iria ser goleiro, ela logo aprovou e foi comprar uma luva, pois acreditava mais em mim como goleiro do que como jogador de linha. Já meu pai não aprovou, pois não me via como goleiro. Continuei treinando e me dedicando, mas ainda faltava algo. Então o professor Jean (Bocão), começou a dar treinos específicos para goleiro e a partir de então, fui me aperfeiçoando. No ano de 2023, joguei meu primeiro campeonato, a Copa Karl Schmidt e fomos campeões. Foi no jogo da final desse campeonato que meu pai passou a acreditar em mim como goleiro e me apoiar e incentivar”, destaca.

Enquanto esteve na Escola Coxa, Kauã jogou campeonatos como a Copa Karl Schmidt, Asfuca Cup, Copa Abel, Condá Cup, Copa Meiners, Copa Sicoob… período em que evoluiu bastante e agradece muito aos professores Lulinha, Marcelo e Jean. “Em 2025 entrei para Adaf Cascavel, sob o comando do professor Marquinhos Gois, onde disputei os campeonatos Copa MBB, Brasil Cup, Copa Mundo, Liga ACF, Paranaense e NPF. Fomos campeões estaduais da NPF Sub 11. Ainda em 2025, passei a jogar pelo FC Cascavel, através do projeto Talentos de Jesus, pelo qual fomos campeões na Copa Auri Negra, na Super Copa Auri Negra e vice-campeão da New Cup Série Prata. Esse ano sigo disputando a Liga ACF, Paranaense, NPF pela ADAF no futsal e a LEFA, New Cup e Regional pela base sub 12 do FC Cascavel/Talentos de Jesus. Durante esses anos, já ganhei troféu de melhor goleiro da Copa Karl, Copa Amizade, Copa Asfuca, Copa MBB, Copa Auri Negra e Super Copa, além de goleiro destaque da NFP sub 11”, explica.

 

Rotina e desafios

Kauã tem uma rotina de treinos intensa, que inclui específico de goleiro nas segundas à noite (em Toledo), com o professor Luis, treino de campo nas terças e quintas à tarde (em Cascavel), com o professor Diego pela base do Cascavel FCC e treino de futsal nas terças e quartas à noite (em Cascavel), com o professor Marquinhos pela Adaf. Nos dias que antecedem a competições de maior destaque, os treinos são mais intensos, com mais cobrança no desempenho e foco.

Além da rotina de treinos, também mudou alguns hábitos a fim de se cuidar e melhorar o rendimento, como horários de descanso e parar de tomar refrigerantes.

Sobre os desafios, Kauã destaca que o maior deles é lidar com a ansiedade antes dos jogos e quando se trata de jogos de campo, além da ansiedade, lidar também com os comentários sobre a sua altura. E a sua maior alegria até então foi a conquista do estadual NFP em 2025.

Kauã estuda no período da manhã e concilia com os treinos. “Minha mãe tem uma meta de nota mínima, das quais não posso baixar. Apesar da média escolar ser 6.0, minha mãe estabeleceu 8.5 como nota mínima para que eu continue a jogar, assim mantenho o foco tanto nos estudos, quanto no esporte. Nos intervalos entre aulas e treinos, aproveito o tempo pra jogar bola com os amigos, passar um tempo com meus pais e realizar as tarefas da doutrina. Passamos bastante tempo fora de Marechal nos finais de semana, em competições e meus pais me acompanham sempre que possível. Quando a família toda não consegue ir, geralmente meu pai vai comigo e quando ele não pode, temos amigos que se tornaram família ao longo dessa caminhada, com quem sempre podemos contar”, explica.

 

Gratidão

Kauã conta que teve diversos professores/treinadores e cada um deles deixou seu legado junto a sua caminhada. “Sou grato por cada ensinamento que recebi de cada um, pois se cheguei até aqui devo primeiramente a Deus, aos meus pais e cada professor/treinador que me incentivou, ensinou, cobrou e me ajudou”, enfatiza.

Os seus maiores apoiadores e incentivadores são primeiramente seus pais, mas também conta com o apoio e torcida dos seus avós e de amigos. “Um dos maiores desafios foi lidar com comentários de pessoas que falavam que eu era muito pequeno pra ser goleiro e faziam comentários negativos sobre mim quando eu entrava pra jogar, mas aprendi a lidar e só absorver as críticas construtivas e mostrar meu valor dentro de campo/quadra. Carrego comigo sempre a frase que o professor Marcelo me disse: ‘a tua altura não vai te atrapalhar se você der o seu melhor!’ E assim eu sigo, com foco em evoluir sempre”, ressalta.

 

Vida com Deus

“Desde pequeno, meus pais me ensinaram a andar nos caminhos de Deus, me ensinando o que é certo e errado, me levando à igreja e me instruindo. A fase da adolescência é desafiadora, é um misto de descobertas, sentimentos e vontades que por vezes testam nossa fé e também precisamos estar atentos às amizades, vontades e atitudes. Nessa fase, sair dos caminhos do Senhor é bem fácil e confesso que já oscilei algumas vezes, deixando minha fé esfriar. Nem sempre ouvir o que meus pais dizem é fácil, às vezes quero fazer algo que eles são contra, mas preciso ouvi-los, pois sei que eles sabem o que é melhor pra mim e só querem o meu bem. É muito importante ter um caminho aberto de conversa com meus pais para tirar minhas dúvidas, falar sobre sentimentos, vontades, inseguranças… e como meus pais sempre dizem: se é algo que não posso contar pros pais, é errado e não devo fazer! Sei que minha relação com Deus agora depende de mim e que devo alimentar minha fé constantemente para que ela não enfraqueça, para que eu não me perca pelo caminho e alcance a vida eterna ao lado de Deus. Antes de iniciar cada jogo, sempre nós (atletas), nos reunimos em círculo e fazemos a Oração do Pai Nosso, mas também faço minha oração individual. Quando perdemos um jogo ou campeonato, é difícil não questionar ou ficar frustrado, às vezes achamos que Deus tem que nos dar só vitórias e quando a vitória não vem, a frustação e a raiva aparecem. Acredito que somos testados mais nas derrotas do que nas vitórias, pois quando ganhamos fica fácil agradecer a Deus e comemorar, mas quando vem a derrota ou a eliminação de um campeonato, é difícil aceitar. Mas Ele sabe de todas as coisas e também aprendemos nas derrotas e na hora certa seremos honrados com a vitória se assim Deus permitir.

 

E o futuro?

“Quando olho para o meu futuro, quero chegar lá como jogador profissional, mas sei que o caminho para isso é longo e nem sempre chegamos onde queremos, mas vou dar o meu melhor para chegar lá. Já pensei em fazer faculdade de Educação Física”, enfatiza.

Kauã também deixa uma mensagem a cada leitor da Revista Paz: “Quero dizer que nunca desista dos seus sonhos, acredite em você, absorva as críticas que forem construtivas e não deixe que a opinião dos outros defina que você é ou onde pode chegar, mas acima de tudo confie e entregue tudo nas mãos de Deus, pois é Ele quem sabe o que é melhor para cada um de nós. Aos adolescentes: mantenham um caminho sempre aberto com seus pais, confiem neles pois eles são seus verdadeiros amigos. Escolha amigos que irão te aproximar de Deus e não te afastar e se sentir que a sua fé está esfriando, busque ajuda para reacendê-la e não deixar que se apague. Quero dizer ainda que quando alcançar seus objetivos, nunca esqueça primeiramente de ser grato a Deus e reconheça quem esteve com você durante a caminhada, sejam nos momentos bons ou nos ruins. Deixo o meu muito obrigado pela oportunidade de poder contar um pouco da minha história e gostaria de destacar o versículo que gosto muito: Isaías 54:17: ‘Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede’”, finaliza.

Capa

Continuar Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais em Capa

Para o Topo