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“Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste”. Mateus 18:10

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“Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste”. Mateus 18:10

Um tema polêmico, mas muito importante para toda a sociedade. Algo que, para muitos, parece até impossível de acreditar que seja realidade. Mas, infelizmente, acontece. A data de 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos, que foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média / alta daquela cidade. A data ficou instituída a partir da aprovação da Lei Federal nº 9.970/2000.

Diante da data, foi criada também a “Campanha Faça Bonito: proteja nossas Crianças e Adolescentes” – que tem como símbolo a flor que estampa a nossa capa especial. Para além da data, a campanha é permanente e realizada o ano todo, por meio da conscientização no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A proposta é mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Leia a nossa reportagem especial e seja edificado:

 

Criança fortalecida é criança protegida

De acordo com a psicóloga Leila Viviane Werner Sarmento, pós-graduada em Relações Familiares e Intervenções Psicossociais, a família é um lugar em que se aprende e ensina a se relacionar, é o lugar em que se encontra abrigo e proteção física e emocional. Ela tem uma grande responsabilidade para com os seus membros, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos, garantindo o direito de viver uma vida digna e saudável. ”Pensando na função protetiva da família, uma criança que é devidamente acompanhada, orientada, cuidada por seus pais ou responsáveis, é uma criança fortalecida e protegida. No entanto, muitas vezes, observamos que a família não dispõe de tempo de qualidade e paciência para o cuidado de suas crianças, o que as torna mais vulneráveis. Na atualidade, os estímulos são variados: comerciais, desenhos, filmes, jogos estão disponíveis, muitas vezes, sem limites e na ponta do dedo, o que deixa a criança ou adolescente mais suscetível a diversos riscos. Um dos riscos aqui abordados trata da violência sexual. O dia 18 de maio é conhecido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no entanto, o tema deve ser abordado diariamente, e manter um diálogo franco com a criança ou adolescente é fundamental”, destaca.

Mas, como falar sobre esse tema delicado?

Leila explica que é necessário conversar com a criança e o adolescente sobre a violência sexual de forma que ela entenda e que não haja constrangimento. Para isso, existem ferramentas, como livros, desenhos, vídeos, músicas, adequados para a idade da criança. “Na dúvida, a sugestão é de que se transmita a mensagem de que o corpo da criança é um tesouro e ninguém pode tocar, seja outra criança, adolescente ou adulto, conhecido ou estranho”, destaca.

 

Um pouco de informação

Segundo Leila, na maioria dos casos, a violência sexual é cometida por parentes ou conhecidos da vítima, dentro de casa ou locais em que a criança, adolescente ou família frequente. O agressor pode ser homem ou mulher. A vítima é convencida de que não há nada de errado em “tirar a roupa para posar em uma foto”, ou então “deixar o agressor passar a mão nas partes íntimas”, ou ainda ser induzida a ver pornografia ou tocar nas genitálias do agressor. “A criança é persuadida a manter segredo e em alguns casos, ganha recompensas como mimos/presentes. O agressor pode ainda ameaçar a criança, dizendo que fará mal a ela ou à sua família, e o objetivo destas ações é para que o agressor possa obter prazer. No caso de adolescentes, não é diferente. O agressor sempre tenta culpabilizar a vítima, mas é necessário estar claro de que a relação é desigual. O agressor é adulto e sabe o que está fazendo, já o adolescente está em fase de muitas mudanças físicas, cognitivas e emocionais, e, portanto, suscetível a várias situações que o colocam em risco em virtude de curiosidade e pressões que os adolescentes sofrem nesta fase”, enfatiza.

Para esclarecimento, é possível identificar alguns sinais de que a criança ou adolescente vem sofrendo violência sexual: a mudança comportamental é nítida e é necessário estar atento. “A vítima habitualmente passa a apresentar isolamento, tristeza, raiva, medo, alteração no sono e na alimentação ou então ela pode regredir, sendo que alguns sintomas dessa regressão podem se apresentar com a enurese (xixi na cama), voltar a chupar dedo… o desempenho escolar também é afetado”, explica a psicóloga.

A criança pode vir a apresentar rejeição ao agressor, não deseja frequentar a casa ou estar sozinha com o mesmo. Em alguns casos, as meninas deixam de usar saias e vestidos e passam a se masculinizar para se tornar menos atraentes, ou a criança pode resistir a tomar banho ou trocar de roupa. Há também, evidentemente, os indícios físicos. “Ressalto que os sintomas devem ser observados e não acontecem isoladamente. Como cristãos, é nosso dever zelar e proteger nossas crianças e adolescentes, nossos pequeninos. O que fazer? Em caso de suspeita, denuncie no DISQUE 100, ou então no Conselho Tutelar de sua cidade. Evite questionar detalhes, pois a vítima revive a violência ao lembrar dos fatos. Repreender não é uma alternativa, pois a culpa é do agressor e não da vítima. Acolha a vítima. Mas a melhor forma ainda é a prevenção, é fortalecer a criança e ensiná-la a se proteger. É manter o diálogo, acompanhar suas atividades diárias, ter um ambiente repleto de amor, carinho, regras e limites”, destaca Leila.

As consequências da violência sexual para as crianças e adolescentes são devastadoras. Ela pode desenvolver, ao longo dos anos, ansiedade, depressão, baixa autoestima, entre outros. “A vítima sofre, a família sofre, ainda mais se o agressor é um familiar próximo que deveria garantir a proteção da criança. Não tenha medo, denuncie”, enfatiza.

 

Proteja seu filho!

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”. Provérbios 22:6

Deus deixou para nós um grande presente, que são nossos filhos (as). Salmos 127:3: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão”.

Uma herança maravilhosa que requer amor, cuidado, proteção, respeito e dignidade.

De acordo com o pastor Jair Kruger, da 2ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Marechal Cândido Rondon, essa responsabilidade Deus deixa para os pais: ensinar o caminho que deve andar. “Assim formaremos uma sociedade forte. O Salmista diz que nossos filhos serão ‘Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade’. Salmo 127:4. Separe tempo para criação dos seus filhos e netos com atividades recreativas, histórias bíblicas, sendo exemplo em amor e cuidado. Esse homem ou mulher são chamados ‘Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava…’ Salmo 127.5ª”, destaca.

 

O pastor Jair orienta que os pais expliquem para seus filhos e filhas:

1 – O corpo da criança

1 Coríntios 6:19 – “… o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos”.

Deus formou eu e você no ventre de nossa mãe. Através do Espírito Santo, Ele quer habitar no nosso corpo, por isso não deixe ninguém mexer nele. Deixe claro que, se qualquer pessoa tentar fazer algo estranho no seu corpo, venha imediatamente contar o que aconteceu.

 

2 – Converse com seu filho sobre o uso da internet

Se precisar, ative filtros de segurança no computador e TV. É sempre melhor prevenir!

 

Atitudes dos pais

O pastor Jair ressalta que algumas atitudes são importantes por parte dos pais, para garantirem a segurança das crianças e adolescentes:

•          Crie um ambiente de segurança em casa.

•          Mantenha um canal de comunicação sempre aberto para que ele (a) possa confiar em você.

•          Acredite no seu filho (a), se ele (a) disser que está sendo vítima de abuso. Criar uma relação de confiança é fundamental.

•          Fique atento aos sinais de comportamentos: mudança brusca, isolamento, irritação, agressividade, voltar a fazer xixi na cama, ter brincadeiras violentas, medo de ficar sozinho com adultos, apresentar comportamento mais “sexualizado” e problemas na escola, são fortes sinais de algum tipo de abuso.

DENUNCIE!!! Disque 100

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. Tiago 4:17

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