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O vício do álcool

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O vício do álcool

“Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia”
Isaías 26:3

Em 08 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher.  Para comemorar, a Revista Paz traz um lindo testemunho de uma mulher que, com muita fé em Deus, conseguiu vencer um terrível vício: o alcoolismo!

O alcoolismo é um problema muito grave. Em Marechal Cândido Rondon e região, os índices são alarmantes. O “costume” de beber chopp, cerveja, cachaça e destilados em geral, acaba fazendo muitas vítimas! Famílias são destruídas, vidas são interrompidas…

Para muitos, parece não haver mais uma luz no fim do túnel. Mas, essa luz existe sim! “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” João 14:6.

Leia e seja edificado com essa linda história de superação e vitória em Cristo:

Tempos felizes…

Arlete Lindner, 59 anos, é filha de Arno e Gerda Lindner (in memorian). É natural de Presidente Getulio (SC), sendo que aos quatro anos de idade, juntamente com os pais e o irmão Alcides, veio fixar residência em Porto Mendes, na linha Cunhaporã, município de Marechal Cândido Rondon (atualmente mora na cidade de Marechal Rondon).  “A nossa vinda ao Paraná foi na época do desmatamento. Tempo difícil, início de uma nova etapa. Lembro-me muito bem da casinha de madeira no meio dos tocos da mata derrubada! Era preciso muita fé para superar todos os obstáculos. Realmente, meus pais tiveram muitas dificuldades. No lugar onde morávamos, todo mês chegavam novos moradores, vindos de Santa Catarina. Eram de origem alemã e italiana. Havia uma união muito bonita entre as pessoas. Quando um caminhão chegava com a mudança, soltava-se um foguete para avisar as pessoas, que iam todas ao encontro, para ajudar. Assim fui crescendo, rodeada de muitas coisas boas. Os dias mais felizes eram quando meu pai colocava os cavalos na carroça para irmos ao culto. Dificilmente faltávamos. Desde o meu nascimento, faço parte da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Frequentei o culto infantil e para a doutrina, eu ia de bicicleta: andava sete quilômetros, mas amava ir”, relembra emocionada.

Arlete estudou até o quarto ano. “Sou da época em que as meninas aprendiam a costurar e ser uma boa dona de casa. Posso dizer que fui feliz na infância, adolescência e juventude. Casei-me em 21 de abril de 1978, com Ottomar Maiberg (in memorian). Tivemos dois filhos: Sandra e Marcelo. Levamos uma vida normal, tentando fazer o melhor para que eles crescessem com fé e felizes. E assim os anos foram passando”, destaca.

Um vício avassalador!

Arlete acredita que, às vezes, somos pegos de surpresa em algumas situações, como se encontrássemos armadilhas na vida. “Eu, uma mulher cheia de fé, lutando para que nossas vidas fossem perfeitas, me encontrei no fundo do poço! Era quase inacreditável, mas foi isso mesmo que aconteceu. Deparei-me com um dos piores vícios que conheço: o alcoolismo! Sim, meus queridos! Eu, uma mulher alcoólatra! Já imaginaram? Quando me dei conta que eu era dependente, já estava super viciada”, relata.

Ela conta que não é capaz de descrever o tamanho do sofrimento que esse vício/doença a causou e a todos que conviviam com ela. “Até então, achava que bebia quem ‘não prestava’ ou quem realmente queria. Mas hoje, digo: não julguem e nem apontem com o dedo, pois alcoolismo é uma doença muito cruel. Não é de um dia pro outro que nos tornamos dependentes, mas no decorrer de vários anos. Precisamos ficar atentos ao modo como consumimos bebida. Eu nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca. E ali pelos 30 e poucos anos de vida, comecei a tomar um golinho de caipirinha, um copo de cerveja… e acabei gostando… ficava alegre… não era nada exagerado. Mas, isso foi aumentando… e a cerveja já era muito ‘fraca’ pra mim. Então, fui pro vinho (que logo também não era suficiente)… depois whisky e a cachaça mesmo. Tudo em grande quantidade! Sempre bebia em casa e parecia normal. Tinha noção da gravidade das minhas atitudes, mas não conseguia parar… quando a pessoa está alcoolizada, não pensa muito”, alerta.

Desafiando a Deus!

Arlete conta que então começou a sua luta de querer sair desse pesadelo e no desespero de sair, afundava cada dia mais. “Lembro-me que conversava com Deus implorando pra me tirar dessa situação. ‘Você consegue sair sozinha?’ Não! Isso eu posso afirmar. Mas, quando você assume o seu problema e aceita ajuda, aí sim, é possível. Deus coloca anjos em forma de pessoas no nosso caminho. Ele colocou a amiga Dagma Van Den Bylaardt Lutz e a ministra Cler Regina Schoulten. Mesmo assim foi difícil. Eu não queria tratamento. Agarrei-me na fé em Deus e por fim, comecei até a duvidar de Sua existência. Muitas vezes o desafiei. Lembro-me de todas as palavras que dizia a Ele: ‘Deus, se realmente existe e se sou merecedora de alguma coisa, me mostra uma saída. Ou então, me tira deste mundo pra eu não fazer mais ninguém sofrer. Mas me prova que você existe’! Sim, tive a audácia de desafiar a Deus”, relembra.

Uma surpresa…

Na virada de ano de 2001 para 2002, o Senhor mostrou o Seu imenso poder e a enorme fragilidade de Arlete. Ela foi atropelada! “Lá estava eu: toda quebrada e com vergonha de Deus. Ele me provou que pode tudo e me deu uma nova chance! Eu achava que tinha muita fé. Daquele dia em diante, entendi o quanto dependo de Deus, e o quanto Ele deve ter triplicado a minha fé. Todos os dias, sou imensamente grata pela vida. Por causa do acidente, precisei fazer um tratamento que me ajudou a sair do pesadelo do alcoolismo… e vi o quanto o Senhor é poderoso e está sempre de braços abertos para nos resgatar. Se sinto vontade de beber hoje? Não… jamais! Quando alguém bebe perto de mim ‘socialmente’, consigo agir normalmente… mas, quando sei que a pessoa é dependente, fico muito triste, lamento muito”, relata.

Família: bênção do Senhor!

Arlete conta que, um dia, a ministra Nádia Cristiane Engler Becker a perguntou o que a fez sair desta vida. “Respondi que era sofrimento demais. Mas me deu um nó na garganta e não consegui falar a ela que o motivo principal (além de Deus, é claro), foi minha mãe que estava doente. Eu não queria que Deus a levasse sem ver a filha, que ela tanto amava, de ‘volta’. E obviamente pelos meus filhos queridos, que não tenho como descrever o amor que sinto por eles… Deus foi tão generoso comigo: eles tinham tudo para estar num caminho tortuoso, no entanto, são duas pessoas maravilhosas: minha filha me deu o melhor presente que uma avó pode sonhar: netas gêmeas, hoje com 4 anos, além de um genro abençoado. Meu filho está se formando em Teologia e será um pastor maravilhoso! Às vezes, parece que não cabe tanta gratidão a Deus no meu coração”, enfatiza.

Livre em Jesus!

No Dia da Mulher, 8 de março, faz exatamente 16 anos, 6 meses e 28 dias que Arlete está livre do alcoolismo! “Deus me salvou desse vício que machuca e destrói tantas famílias. Sou muito grata a Ele pela misericórdia com minha vida. O que mudou na minha vida? Tudo! Pensava que se não bebesse, que graça teria a vida? É muito gratificante poder sair disso. Vivo em constante agradecimento, conversando com Deus sempre… a primeira coisa que faço pela manhã, é olhar pra fora da janela e agradecer a Ele. É muito bom viver sem essa dependência. Fico muito feliz em poder compartilhar um pouco da minha história com os leitores da Revista Paz, para que pessoas que estejam numa situação semelhante a que eu vivia, possam ver que com Deus, nada é impossível! Os vícios podem ser superados! Ele dá a cura e nos perdoa quando estamos dispostos a entregar nossas vidas aos Seus cuidados e viver de acordo com os Seus mandamentos! Lembre-se sempre: ‘Tudo posso Naquele que me fortalece’. Que Deus, na sua infinita bondade, abençoe a todos. Amém”, finaliza.

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