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Thiago Wild: o tenista rondonense que vem se destacando mundialmente!

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Thiago Wild: o tenista rondonense que vem se destacando mundialmente!

Todo mundo tem sonhos. Seja na vida pessoal, profissional, espiritual… enfim, fato é que cada indivíduo almeja alcançar seus objetivos e sentir-se realizado.

A cada fim de ano, muitos costumam fazer uma análise do que projetou lá em janeiro e do que realmente foi concretizado. Muitos sonhos foram escritos em uma lista de papel para serem colocados em prática no decorrer de 12 meses… e ao chegar em dezembro deste ano, quais deles foram alcançados?

Alguns podem dizer que 2018 foi um ano de grandes dificuldades. A própria chamada “crise financeira” vivenciada no país fez com que muitos abandonassem alguns sonhos… por outro lado, há outros que fizeram da crise uma grande oportunidade, transformando-a em uma alavanca para grandes conquistas.

Independente da área, muitas pessoas tiveram grandes sonhos realizados neste ano. Uma delas é o destaque de capa desta edição especial da Revista Paz. O tenista rondonense Thiago Seyboth Wild, aos 18 anos, teve um ótimo 2018: passou pelo Circuito Profissional como experiência importante, venceu no Juvenil um grande torneio e agora se prepara para jogar profissionalmente a partir de 2019.

Confira essa reportagem e sinta-se convidado a também ter muita garra, disposição e fé para alcançar seus objetivos!

 

O início na infância

Thiago é filho de Claudio Ricardo Wild e Gisela Christine Seyboth Wild, casados desde 1998. Inicialmente, moraram em Santa Catarina e vieram a Marechal Cândido Rondon em 2001. Thiago e a irmã Luana (16 anos), nasceram no município rondonense.

A paixão pelo tênis foi herdada do pai: Claudio iniciou no esporte no Rio Grande do Sul, vendo alguns jogadores treinando em um clube perto de onde morava. “Um dia, comecei a jogar com amigos e peguei o gosto! Desde então, resolvi treinar e competir. Tive uma breve passagem por torneios profissionais e na França, onde disputei interclubes e também trabalhei como treinador”, explica.

Thiago começou brincando na Wild Tênis, Academia do pai aqui em Marechal Rondon, até ter idade de receber aulas mais organizadas. “Ele sempre teve muita energia e a aproveitamos para usar em quadra. O tênis sempre foi uma referência para ele se formar dentro e fora de quadra, observando limites e desafios. À medida que pedia para treinar e jogar mais, fomos apoiando com equilíbrio adequado”, explica Claudio.

A mãe Gisela conta que desde muito cedo, Thiago falava que seria tenista profissional “como o Nadal”, referência que ele dava. “Ganhou sua primeira raquete antes mesmo de ter um aninho e dela não largou mais! Esta raquete foi presente do pai de um aluno do Claudio. No início, deixávamos ele falar e levávamos na brincadeira este profissionalismo. A quadra, raquete e bolinha sempre fizeram parte do Thiago e no começo, apoiamos para que ele praticasse um esporte e para que tivesse a oportunidade de cursar uma  universidade nos Estados Unidos jogando tênis. Como mãe, sempre coloquei metas que deveriam ser atingidas para que ele continuasse a jogar, como se não tirasse 8 no boletim, não poderia viajar para torneios e ele sempre cumpriu”, conta.

 

Começando a se destacar…

Aos oito anos, Thiago iniciou em torneios locais e regionais e aos 10, disputava estaduais com bons resultados. Aos 12 anos, chegava aos nacionais, onde sempre precisava de bons resultados para seguir em frente, pois assim recebia incentivos, já que as viagens tinham custos elevados. “Aos 13, participou de alguns sul-americanos, também com bons resultados… e aos 14 anos teve seus melhores momentos e foi nesse período que começou a buscar como profissão e é onde está até hoje”, destaca o pai.

 

Mudanças radicais!

Para treinar e ter novas oportunidades na profissão, Thiago teve que ir para o Rio de Janeiro, em 2014. O pai foi junto, juntamente com a irmã Luana, que também joga tênis.

A mãe permanece em Marechal Cândido Rondon devido, principalmente, à profissão de odontóloga. “Veio o convite para ele treinar no Rio de Janeiro na Tennis Route: fiquei apavorada, mas não podia tirar a oportunidade, afinal ele lutava por este sonho e estava colhendo os frutos. Conversei com o Claudio e falei que quando as crianças eram menores e precisaram de alguém para escovar os dentes delas, vendi meu consultório e cuidei delas… e que agora, não era de escova de dentes que ele precisava e sim de alguém que dominasse raquetes e que ele só iria se o pai fosse. Foi então que resolvemos que os três: Claudio, Thiago e Luana iriam para o Rio de Janeiro com suas raquetes e eu ficaria em Marechal com minhas escovas de dentes. Somos uma família que onde um estava o outro estava atrás, sempre juntos em tudo! É muito difícil lidar com a distância e a saudade, mas não temos escolhas. O Claudio está com eles, então sei que estão bem e eu voltei a morar com meus pais, voltei a ser filha (brinca)”, relata Gisela.

A distância e a saudade são superadas com a união familiar, com esforços de ambas as partes. “Nos vemos sempre que possível no Rio de Janeiro ou em torneios do Thiago, ou ainda quando consigo ir a Marechal Cândido Rondon. Sempre tivemos uma base familiar forte e isso nos leva em frente. Desde que casamos, frequentamos a Igreja Batista. Com certeza, a fé em Deus é a força maior para suportar todas as coisas. Gosto muito da frase: ‘não fale para Deus que tem grandes problemas, mas fale aos problemas que tem um grande Deus’”, destaca Claudio.

O jovem Thiago conta que já se acostumou com a distância, mas sempre com saudade. “Com o passar do tempo, acabei me acostumando a morar longe, mas sinto falta da família. O apoio deles e da minha namorada Leciane, é o mais importante, pois é de onde tiro paciência para suportar a rotina e as viagens. Sou super apegado a Marechal e sempre amo voltar pra cidade e ver todo mundo”, explica.

 

Conquistas maiores…

Thiago foi treinando e se aperfeiçoando no esporte, que hoje é a sua profissão. Tem uma rotina puxada: treina das 9 às 12h e das 15h às 19h, de segunda a sexta-feira, quando está no Rio, dividido entre treinos de quadra, preparação física e trabalhos preventivos de fisioterapia. Tem um calendário de cerca de oito meses de torneios por ano, com semanas de treinos entre eles.

Com o passar do tempo e muito esforço, foi obtendo grandes conquistas: em 2014, conquistou Roland Garros, na França, na categoria até 14 anos. Em 2015, foi campeão Sul-americano. Em 2017, venceu alguns torneios na Europa na categoria Juvenil e seu primeiro Torneio Profissional na Turquia.

E neste ano de 2018, venceu o Aberto dos Estados Unidos, superando o atual número 1 do mundo e concluiu sua carreira juvenil conquistando um dos maiores torneios do mundo!

Thiago conta que sempre teve na cabeça que queria ser profissional e viver disso. “Comecei por ver meu pai jogar e ele ter jogado; o incentivo veio da família toda. Esse torneio foi muito importante e a final, emocionante. A preparação geral não muda por ser uma final ou não: eu trato todos os jogos da mesma maneira. Quando acabou, me senti aliviado pelo torneio ter sido finalizado e com certeza, muito feliz por ter realizado um sonho… mas, muito aliviado pelo final de uma etapa enorme. A gente aprende a lidar com a pressão, se acostuma a ser um ídolo pra muita gente. E, com o passar do tempo, se aprende a transformar o nervosismo em energia”, explica.

Quando o Thiago joga, a mãe torce, sofre e fica feliz ou chateada, como qualquer outro torcedor. Mas, como mãe, a primeira pergunta que faz é: como foi o comportamento? “Quando ele é displicente ou bate raquete, fico muito brava e brigo com ele, independente do resultado do jogo. Todos ficamos felizes com as vitórias do Thiago e eu como mãe, fico ainda mais feliz, pois sei que ele está feliz, que está se realizando e isso supre qualquer dor da saudade… é assim que sobrevivemos! Se ele quer estar entre os cem, entre os dez ou o número um do mundo, é preciso trabalho duro e diário, e quando cansar, respirar e voltar a treinar. Desejo que ele se torne um homem feliz e realizado, que sua vida seja abençoada, que seus pés sejam guiados e seus caminhos iluminados por Deus”, enfatiza Gisela.

 

US OPEN

O US OPEN é realizado anualmente em Nova York desde 1881, e é um dos quatro torneios que fazem parte do Grand Slam (juntamente com o Australian Open, Roland Garros e Wimbledon), que são considerados as mais importantes competições do tênis mundial.

Para um atleta, vencer um Grand Slam, significa escrever seu nome na história do esporte.

Paralelamente aos atletas profissionais, é realizado um torneio para a categoria Juvenil. O US OPEN Juvenil, foi a última oportunidade que Thiago tinha para conquistar um torneio dessa magnitude nessa categoria.

 

Desafios e conquistas

Claudio considera que Thiago teve um bom ano e se prepara para jogar profissionalmente a partir de 2019, participando desse circuito com jogadores mais experientes, onde terá que construir uma nova jornada e que leva anos para se consolidar. E mesmo ainda estando em 2018, já começou bem o ano de 2019. Enquanto estávamos escrevendo essa reportagem, Thiago conquistou o título do torneio Maria Esther Bueno Cup, garantindo vaga na chave principal do Rio Open, o maior torneio da América do Sul, que será realizado em fevereiro. “Desde pequeno, o Thiago fala que quer isso. Nós apoiamos sem expectativas, sempre com os pés no chão. Como pai, busco deixá-lo dentro de uma realidade adequada e saudável. A base familiar e cristã é muito importante, pois é um meio muito solitário, esporte individual, muitas viagens, muitos momentos difíceis, onde precisamos ter o apoio daqueles em quem confiamos e nessas horas, nada melhor do que Deus e nossa família. Somos muito gratos a Deus por todas as oportunidades”, ressalta.

Thiago, muito objetivo em nossa entrevista, deixa uma mensagem marcante: “Uma frase só resume tudo na vida: acreditar e buscar, porque quem busca, acha. Minha mãe sempre diz isso, e é a pura verdade”, finaliza.

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