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ATRAÍDOS POR ELE!

Como um ímã, somos atraídos ao nosso celular, smartphone e computador todos os dias.

Você já imaginou viver sem eles? Difícil, não é?

Redes sociais, troca de mensagens, canais de notícias, fotografias, vídeos, entretenimento e uma busca constante por novas informações, etc.

É desta forma que um dos nossos entrevistados da reportagem de capa desta edição, o pastor Claus Klützke, da Igreja Evangélica Ágape Maranatha de Marechal Cândido Rondon, inicia a sua participação.

Afinal, somos atraídos pelas ferramentas de comunicação mais do que somos atraídos por Deus? Já pensou nisso?

De acordo com o pastor, essas ferramentas estão em nossas mãos a todo instante: caminhando na rua; andando de carro ou de bicicleta; no ônibus; no avião; no metrô (em cidades maiores); na nossa mesa; na cabeceira da nossa cama; enfim, onde é que elas estão e que nós não estejamos também? “Quando reunidos em família, ou grupos de amigos; os nossos encontros e confraternizações já não têm o mesmo brilho de antes! Esquecemos até de conversar uns com os outros! Nos perguntamos: onde isso vai nos levar? Imagine o que pensariam de nós as gerações anteriores, se vissem o nosso estranho comportamento! Já somos considerados a geração ‘cabeça para baixo’, porque a todo momento estamos de cabeça inclinada, ocupados com o nosso celular. Criamos uma relação de dependência tão profunda que não conseguimos mais ficar longe dele”, destaca.

 

Ele te atrai?

Pastor Claus acrescenta que, por outro lado, tem Alguém muito especial, e que constantemente aguarda a nossa atenção e aproximação: Deus, o nosso Criador! “Reconhecer e aceitar a nossa total dependência Dele; servir, amar e andar com Ele; construir um relacionamento espiritual de entrega total e incondicional do nosso coração ao Senhor; esta deve ser a nossa maior escolha na vida”, enfatiza.

Claus chama isto de “estilo de vida com Cristo”, onde, uma vez atraídos por Ele, torna-se impossível viver longe Dele. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gl 2:20.

O Senhor diz ao Seu povo, em Jeremias (3:3b): “Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”. Veja: tamanho amor e benignidade só Deus pode dar! “Falo isso com o intuito de acordar o nosso coração adormecido, para que voltemos a sentir falta do Senhor em nossa vida e família, e O convidemos para preencher o vazio da nossa alma”, ressalta.

Baseado no título dessa reportagem, eu lhe pergunto: “Ele ainda te atrai?” Quantos em nossos dias ainda se sentem atraídos pelo Senhor e a Sua Palavra? “Quem ainda separa um tempo de sua vida para Ele? Com todos os nossos afazeres, preocupações e inquietações, mal apenas ainda temos alguns minutos por dia, por semana, ou por mês, para nos dedicarmos em amor a Deus! Se é que ainda o temos! Em uma época em que deveríamos levantar o nosso olhar para cima, aos Céus, onde Cristo está, de onde também virá a nossa redenção (Lucas 21:28), vivemos com o nosso coração voltado para as coisas aqui da Terra, focados no temporário e passageiro; desacreditados naquilo que é permanente e eterno”, explica pastor Claus.

 

Voltar ao caminho certo

Ele defende que eis que tem chegado o tempo em que precisamos repensar o nosso comportamento. “Voltar à base, de onde saímos. Mudar a nossa forma de pensar e enxergar. Refletir sobre as veredas antigas, e voltar ao caminho certo. Buscar a Deus de todo o coração, e sentir-se atraído por Ele novamente”, ressalta.

 

Três palavras definem o quanto nós nos deixamos atrair por Deus:

BUSCAR

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. ( Is 55:6). “Em um mundo ofuscado pelas teorias e ideologias do homem, quem ainda quer ouvir a voz de Deus, e buscá-lo em sua vida? Quem está preparado para renunciar os prazeres passageiros desse século para segui-Lo?”, destaca.

 

CONHECER

“Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo”. (Os 6:3). “Deus não mudou, os princípios da Sua Palavra não sofrem variação. Conhecer ao Senhor ainda é um dos requisitos básicos necessários para quem quiser alcançar a vida eterna”, ressalta.

 

AMAR

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. (MC 12:30). “O amor é como um termômetro, ele mede o nível da nossa entrega a Deus. Uma eventual perda desse amor nos tornará frios como o gelo! Porém, um amor incondicional, sincero, e que vem do fundo do coração, arderá como uma chama viva em nossa alma”, finaliza o pastor Claus.

 

Dependência

Outra entrevistada da nossa reportagem é a psicóloga Mariana Dinês Herdt, que também nos traz importantes contribuições a respeito deste tema, tão presente em nossas vidas.

Como é de conhecimento de todos, as redes sociais vieram para ficar entre nós por um período muito longo. “Embora a preferência do público se altere com a passagem do tempo, de uma plataforma para outra, de acordo com o momento histórico ou com uma ‘nova tendência’, uma coisa é certa: a presença e o grau de interação que mantemos com essas comunidades, de fato, é algo viciante e importante em nossas rotinas diárias”, explica.

Ela explica que muitos acreditam que as redes sociais foram inventadas pelas plataformas digitais. Mas, no entanto, nossas relações interpessoais sempre existiram fora da web e sempre existirá entre nós: somos seres que convivem em grupo desde nossos antepassados muito distantes, ou seja, historicamente, quando vivíamos em grupo, demonstrávamos maior poder, em comunidade caçávamos e coletávamos melhor nossos alimentos, encontrávamos mais proteção dos predadores e assegurávamos nossa possibilidade de continuidade da espécie. “O que ocorre hoje, com a web, é que potencializamos esses efeitos e atividades sociais. Por exemplo: cafeterias, reuniões de turmas, festas universitárias, reuniões familiares em datas comemorativas, piscinas em clubes, no recreio quando somo crianças, muitos exemplos a serem citados. Você já parou para olhar quantas horas do seu dia passa no celular ou computador? Como é a relação do seu filho com os meios digitais? Utiliza para lazer, estudo, trabalho? Existem alguns dispositivos que mostram e nos avisam os horários que passamos em cada aplicativo. Gostaria de deixar aqui uma reflexão: no contexto atual utilizamos o celular como se fosse uma agenda, com nossos dados pessoais mais importantes, armazenamos imagem, guardamos coisas até mesmo que não compartilharíamos com ninguém, sem falar também que é um meio de comunicação”, ressalta.

E enquanto ingenuamente pensamos que no fundo a culpa desse acesso descontrolado e excessivo é totalmente nossa, pois estamos meio que “fora de controle” e sem muito critério, desconhece-se o fato de que esse tipo de vício ou de “compulsão” tem uma razão muito simples e que pode ser explicada pelas empresas de tecnologia. “Caso você não saiba, as plataformas usam (e abusam) de uma série de truques de manipulação para atrair nossa atenção, visando única e exclusivamente prolongar ao máximo o tempo de engajamento e de interação digital. Portanto, o resultado final não é tão bom, pois nós, na verdade, acabamos nos tornando os verdadeiros commodities (ou, se você preferir, os ratos de laboratório), das grandes companhias. Em troca de uma conta de e-mail gratuita e da exibição de alguns vídeos engraçados de gatinhos, acesso a e-books e materiais ‘exclusivos’, damos acesso pleno a toda a nossa movimentação digital cotidiana, nos tornando altamente vinculados emocionalmente”, explica Mariana.

Segundo o Psicólogo Doutor Cristiano Nabuco: ”A sensação de conexão social ativa regiões significativas de nosso cérebro, assegurar (e manter) o ‘destaque’ pessoal através das curtidas recebidas acarreta igualmente um tipo de receio ou de desconforto – ou de ‘medo’, se você preferir -, de sermos ignorados e poder viver um tipo de ostracismo virtual na falta de boas avaliações sociais de terceiros. Portanto, além de estarmos sendo quase que compulsoriamente induzidos a ficarmos conectados o tempo todo, ainda temos que administrar o medo de não conseguir manter a nossa popularidade, o que, no final das contas, nos gera uma dosagem cavalar de ansiedade”.

 

Crianças

Em relação às crianças, Mariana questiona: como anda o uso de celulares, tablet e computador?  “Ocorre que, com a possibilidade de termos essas interações facilitadas por meio das telas digitais, o grau de trocas com os demais aumentou de maneira tão expressiva, que se tornou praticamente uma atividade contínua. São várias as publicações que se debruçam sobre as estatísticas de interação descontrolada como, por exemplo, em uma publicação americana divulgada pelo Psicólogo Cristiano Nabuco com as seguintes informações: 50% das crianças, com idade de até 8 anos, acordam no meio da noite apenas para checar suas mídias sociais. E os relatos não param por aí, ou seja, os números se repetem em todas as faixas etárias”, ressalta.

O que pouca gente se deu conta é que, por trás de todo esse encantamento digital, há riscos importantes que são, para grande parte dos usuários, ainda desconhecidos. “Em primeiro lugar, o uso sistemático, segundo já atestado por várias publicações científicas, faz com que nossa energia e a intensidade de nossa concentração diminuam bastante, pois, a cada sinal sonoro proveniente de alguma curtida, comentário ou aviso, interrompemos nossas atividades cerebrais em curso. Isso exige uma mudança significativa de operação mental, gerando um tipo de estresse cognitivo e, pior, provocando a descontinuação sistemática de todo um processo mental envolvido nas regiões dedicadas ao raciocínio profundo e mais criativo do que quando trabalhamos ou estudamos. Ou seja, quanto mais alta for a taxa da quebra de atenção gerada pelas telas digitais, mais ‘superficiais’, mentalmente falando, vamos nos tornando com a passagem do tempo”, destaca a psicóloga.

 

É hora de agir!

Mariana ressalta que está mais que na hora de desenvolvermos uma atitude responsável em relação a nós e nossos filhos com o mundo digital, mais do que isso, compreender e entender que toda ação tem uma consequência, assim a médio e longo prazo, podemos pagar um preço muito alto; precisamos reavaliar os momentos que passamos no celular, se divulgamos ou não excessivamente nossas informações. “Ouvi recentemente uma frase de um conhecido e refleti muito sobre isso: ‘Você deixaria seu filho 3 horas seguidas com um estranho enquanto trabalha? Mas, deixa ele 3 horas seguidas no celular sem saber o que ele está fazendo… não seria a mesma coisa?’ O vício das mídias digitais é algo sério, procure ajuda, não deixe que ele domine sua vida impedindo de produzir ou desfrutar momentos prazerosos com a sua família”, finaliza.

 

Pense nisso!

Quase todas as vezes, quando o assunto lhe interessa, automaticamente, uma mensagem leva a uma resposta, a um vídeo, a um compartilhamento e em seguida, vários minutos se passaram e um desinteresse pelo o que está acontecendo no mundo real naquele instante, naquela família, toma conta desta pessoa!

Tenha bom senso! O quanto do seu tempo precioso está sendo gasto nas redes sociais? Tenha certeza que a sua família, amigos e principalmente Deus (em primeiro lugar), precisam muito mais da sua atenção e amor do que os compartilhamentos, postar o que você faz a cada momento e conversas banais das suas redes sociais ou aplicativos!

Não deixe que a tecnologia destrua você e sua família! Tenha atitude e mude seus hábitos! A hora é agora!

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